segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Everyone wants to be found.


"Lost in Translation" no original, ou "Encontros e Desencontros" aqui no Brasil, é de longe o filme com que eu mais me identifiquei até os dias atuais, e com certeza é o meu filme preferido.
Claro que não vou escrever aqui uma crítica sobre o mesmo. Seria uma chatice total. Todos prometeriam alugar depois, e certamente (nós sabemos) isso nunca aconteceria. Eu para não forçar a barra, não cobraria, então seria totalmente inútil... Não vim aqui para fazer isso. Vim aqui especialmente (agora, logo após ter assistido-o pela milésima vez) para falar um pouco sobre essa identificação que até hoje não entendo muito bem.

Posso dizer que é puramente solidão, ou sentir-se sozinho, entediado. Não somente em casa naquele fim de tarde de domingo que geralmente é uma maravilha (ponha maravilha nisso), mas em todo lugar, em qualquer situação. Até mesmo acompanhado, e neste caso, não ter muito o que falar, ou achar todo assunto sem graça e por isso preferir o silêncio. Estar deslocado, perdido quase que literalmente em seus próprios caminhos. E também (já disse) o tédio.. Principalmente o tédio! Morar numa cidade grande onde se tem tudo para fazer, mas ao mesmo tempo, não se ter nada.
Logo vem o vazio.

É basicamente isso que vi no filme, e é justamente o que acontece comigo. Acontece contigo?

No entanto, vamos nos acostumando a isso. Somos seres adaptáveis (se servir de consolo), e é somente uma simples questão de tempo.
Ouvi dizer que quanto mais nos conhecemos e a medida que vamos descobrindo o que queremos ser ou onde queremos chegar, essas coisas param de nos perturbar. No tédio solitário, aprendemos a encontrar diversão, reparar em detalhes, pequenas coisas e alegrias agudas.

Alívio também temporário, pois no fundo o vazio permanece... E quanto a ele, eu ainda não sei dizer.

4 comentários:

Pedro Naddêo disse...

Futuramente farei download desse filme =D

Unknown disse...

Serginho...eu, sinceramente, esperava uma pouco mais, como eu havia comentado anteriormente. Mas, ainda sim, ficou bom, bem estruturado...enfim você disse o que quis dizer, o que é, "cá" entre nós, o mínimo. Tu tens o dom cara, só achei que tu não fostes feliz nessa última postagem...vivendo e aprendendo. =D

Anderson Luizes disse...

Sérgio, já te disse antes que não curto temas melancolicos. Assisti a este filme, e como em todos os outros, extraí os detalhes. Não teria este filme na minha estante (talvez Billy Eliot). Verdade é que somos eternos descontentes (eu acho isto ótimo). O descontentamento é uma mola que nos impulsiona a querer mais. Nunca estaremos plenamente felizes com o que temos ou realizamos. Nossas atitudes nem sempre aparecem em ordem cronológica... acontece que vai fluindo! E nos momento de angústia percebemos que deveriamos ter tomado a rédia da situação.
Inté

Lucas Buzele disse...

Sei como é isso. Se indetificar com filmes é algo que me ocorre com uma certa frequência.

Bom texto, Serginho.
Grande Abraço.